Top 10 gols de Adriano Imperador

Para matar as saudades deste grande atacante, separei dez lindos gols de sua carreira.


Jogos Inesquecíveis: Brasil 4x2 Argentina 1999

A partida era apenas um amistoso, mas tratando-se de Brasil e Argentina em campo, "um amistoso nunca será só um amistoso". Este foi o grande jogo do técnico Vanderlei Luxemburgo pela Seleção Brasileira, já que o treinador não obteve o sucesso esperado comandando a "Amarelinha". Além de um espetáculo em campo, o Brasil poderia ter feito uma goleada histórica sobre seu maior rival se não houvessem dois gols legítimos anulados. Como sempre acontecia diante da Seleção Argentina, Rivaldo deu show, marcando três gols. Relembre esse grande jogo.



Local: Beira-Rio (Porto Alegre)

Data: 07/09/1999

Competição: Amistoso Internacional 

Gols: Rivaldo (41', 43' e 71'), Ayala (45'), Ronaldo (83'), Ortega (89').

As principais transferências da janela de inverno


Vai começar o Campeonato Catarinense 2017



Sempre equilibrado e concorrido, o Campeonato Catarinense reúne dez equipes, sendo cinco grandes favoritas e outras cinco com orçamento menor, mas que costumam surpreender. Saibam como chegam os clubes para a disputa:

Almirante Barroso: Praticamente todo o time que foi campeão da segunda divisão do Catarinense permaneceu, e como reforços, apenas Schwenck e Nei chamam a atenção. É um time muito muito forte fisicamente, e que joga um futebol de muita intensidade, mas eu acredito que para jogar na elite do futebol catarinense, o Almirante precisa de um pouco mais.

Avaí: Com o incrível acesso à Série A ano passado, a diretoria resolveu primeiro renovar os contratos dos jogadores que o técnico Claudinei desejou ter no elenco para 2017, porém não teve sucesso com o goleiro Renan, que foi para a Bulgária, com o zagueiro Fábio Sanches que transferiu-se para o Goiás, assim como Renato, que retornou ao Fluminense. Os principais reforços foram: Denílson, atacante do Granada, Gustavo, experiente zagueiro com passagens por Palmeiras e Bahia, o goleiro Douglas, ex-Corinthians, e o lateral Leandro Silva, que era jogador do rival Figueirense. Ainda chegaram ao Avaí alguns atletas não tão conhecidos, como o atacante Marcelinho e o zagueiro Salazar. No time principal, pouca coisa mudou do segundo turno da Série B de 2016 pra cá, mas o elenco ficou mais jovem. Obviamente, o Leão é um dos favoritos ao título, porém haverão poucos investimentos no primeiro semestre, o que nos leva a crer que após o Catarinense reforços mais conhecidos chegarão para a disputa do Brasileirão. Marquinhos continua sendo o craque do clube.

Brusque: O clube reuniu muitos nomes conhecidos do futebol catarinense, como os goleiros Dida e Rodolpho, o zagueiro Luiz Renan, o volante Diogo Roque, o meia Assis e o atacante Raphael Di Maria. Para completar o time, o Brusque ainda trouxe o conhecido zagueirão Gustavo Lazzaretti e o meia Boquita. Por ter um grupo com a média de idade um pouco alta, pode ter problemas físicos, mas no papel o time não deixa a desejar.

Chapecoense: Com a lamentável tragédia ocorrida no final de 2016, a Chape teve que montar um elenco inteiramente novo. Além de toda a carga emocional, o time terá inúmeras dificuldades neste ano, já que irá disputar torneios de altíssimo nível, como o Brasileirão pelo quarto ano seguido, a Recopa Sul-americana, a Primeira Liga, a Libertadores, o Catarinense e mais alguns torneios amistosos. Os principais reforços do Verdão para este ano foram: o goleiro Elias, os laterais Zeballos, Diego Renan e Reinaldo, os zagueiros Douglas Grolli e Nathan, os volantes Andrei Girotto e Amaral, os meias Nadson, Osman e Dodô, e os atacantes Wellington Paulista, Arthur e Túlio de Melo. Apesar dos problemas e de dividir a atenção para muitas competições ao mesmo tempo, a Chape é sim uma das favoritas para o título estadual.

Criciúma: Apesar de não atingir seus objetivos no ano de 2016, a base do time foi quase toda mantida. Os principais reforços foram os atacantes Pimentinha e Caio Rangel e o lateral Maicon Silva. É bem provável que o estilo de jogo do time será o mesmo, ou seja, com forte marcação e rápidos contra-ataques. Outra novidade é o técnico do Tigre, o ex-atacante Deivid. Em minha opinião, o Criciúma pode surpreender, mas não o considero como um dos favoritos ao título.

Figueirense: Apesar de ter caído para a Série B do Brasileirão, o Figueira surpreendeu nas contratações feitas, trazendo reforços de Série A, como Zé Love, Leandro Almeida, Bill e Anderson Aquino, além de outros jogadores que podem ser boas apostas, casos de Weldinho, Luis Carlos, Elias, Hélder, Éverton e Juliano. Marquinhos Santos foi mantido no cargo, e conta com a experiência do zagueiro Marquinhos para comandar a equipe. A intenção do presidente do clube é montar um grupo forte já no começo do ano e entrosá-lo para os campeonatos mais importantes que virão na sequência do ano. O Figueirense entra como um dos favoritos ao título na competição.

Inter de Lages: Disposto a continuar na primeira divisão de Santa Catarina, e de alcançar algo a mais em competições nacionais, o Inter montou um elenco parecido com os dos dois últimos anos. Muitos jogadores que já criaram identificação com a cidade e com o clube permanecem, como o goleiro Neto Volpi, o volante Schmöller e o meia André Gava. Enercino, experiente meia, é o principal reforço do Leão Baio para a competição. Em minha visão, o time não é muito forte no papel, mas confio na gestão do presidente Cristopher Nunes e acredito que a equipe surpreenderá e ainda revelará bons talentos.

Joinville: Com o amargo rebaixamento para a Série C, muita coisa mudou no clube, que renovou com pouquíssimos jogadores. De mais conhecidos, os que chegarão foram o veterano meia Lúcio Flávio, os atacantes Ciro, Fabinho Alves e Bruno Batata, o lateral Alex Ruan e o zagueiro Henrique. O JEC também viverá um ano complicado, já que a queda do orçamento é enorme para um time que cai da primeira para a segunda divisão, e logo em seguida para a terceira. É difícil fazer previsões para um time com tantas mudanças, mas para um time da Série C até que o elenco não é ruim. 

Metropolitano: Dentre os principais reforços do clube, podemos citar: os conhecidos da torcida Trípodi, Elton, Mazinho e Thiago Cristian, além de Maranhão, lateral ex-Santos, e Max Carrasco. Como de costume, o "Metro" promete ser a sexta força do campeonato, e brigar por algo a mais do que apenas a permanência. 

Tubarão: Com uma gestão diferenciada da maioria dos clubes do Brasil, o Tubarão promete crescer muito nos próximos anos. O time, que recém subiu à primeira divisão do estadual, fez bons negócios, trazendo jogadores como os zagueiros Gustavo Bastos, ex-Avaí, e Alex, o conhecido atacante colombiano Rentería, os meias Ricardo Conceição e Lucas Crispin, e os atacantes Valdo Bacabal e Rafael Ratão. Creio que o Tubarão será a grande surpresa da competição, podendo brigar pelas primeiras colocações.

Top 10 Melhores Jogadores Equatorianos da História



10 - José Cevallos: Considerado o melhor goleiro da história do futebol equatoriano, soma 89 atuações pela seleção de sua pátria, disputando a Copa do Mundo de 2002 e quatro edições seguidas de Copa América. Cevallos não era um goleiro muito alto (1,82m), mas possuía um excelente posicionamento e era um grande pegador de pênaltis. Começou sua carreira no Barcelona de Guayaquil, atuando por dezesseis longos anos no clube, tendo conquistas como a Série A do Equador três vezes (1991/1995/1997) e cerca de 400 partidas disputadas. Quando já estava veterano e desprestigiado no time, e havia sido emprestado para Once Caldas da Colômbia e Deportivo Azogues, recebeu uma oportunidade para jogar pela LDU, e surpreendendo a todos, voltou a ser o mesmo goleiro de antigamente, e conquistou inúmero títulos pelo clube da capital, como uma Série A, a Libertadores de 2008 e a Copa Sul-Americana de 2009. Brilhou nas cobranças de pênalti na final da Libertadores de 2008, triunfando sobre o Fluminense diante de um Maracanã completamente lotado. Anunciou sua retirada do futebol em 2011, e logo depois foi eleito ministro dos esportes do governo equatoriano. 
                                                                                                                                                           
9 - Ulisses de la Cruz: Lateral de muita qualidade técnica, velocidade e poder de marcação, obteve mais de 100 internacionalizações pela Seleção Equatoriana, quatro delas na Copa do Mundo de 2006. Em clubes, Ulisses passou primeiramente por Deportivo Quito e Barcelona de Guayaquil, mas tornou-se ídolo mesmo da LDU, tendo duas brilhantes passagens pela equipe. Conquistou todos os títulos de sua carreira pelo time de Quito, sendo três vezes a Liga Equatoriana, duas Recopas da América e a Sul Americana de 2009. Fora de seu país, atuou no Cruzeiro, onde não conseguiu deslanchar, no Hiberian da Escócia, no Aston Villa, no Reading e no Birminghan, fazendo muito sucesso no Reino Unido. Aposentou-se em 2012, e desde então começou a realizar projetos comunitários para ajudar pessoas carentes. Em 2013, ingressou na carreira política. Ulisses ficou marcado também por ter sido a vítima do drible "vai pra lá que eu vou pra cá", aplicado pelo Robinho em pleno Maracanã.

8 - Edison Mendéz: Primeiro jogador equatoriano a jogar uma partida de Liga de Campeões. Ainda em atividade, mesmo aos 37 anos de idade, sempre se destacou por ser um meia muito veloz e técnico, tendo como principais características o passe preciso, as bolas paradas e um ótimo chute de longa distância. Foi o autor do gol da primeira vitória da Seleção Equatoriana em Copas do Mundo, quando a equipe venceu a Croácia por 1x0 em 2002. Também disputou o Mundial de 2006 e duas Copas América, somando 111 jogos e dezoito gols com a camisa da seleção de sua pátria. Por clubes, começou sua carreira no Deportivo Quito, conseguindo grande destaque. Após ter seu nome sondado em times da Inglaterra, acabou não conseguindo obter licença de trabalho e continuou no Equador, transferindo - se para o El Nacional. Em 2004, foi para o México, onde jogou por Irapuato e Santos Laguna. Retornou em seguida para seu país para brilhar na LDU, conquistando o Campeonato Equatoriano. Pouco depois da Copa do Mundo de 2006, acertou contrato com o PSV, realizando três ótimas temporadas. Pelo clube holandês, Edison conquistou duas vezes a Eredivisie. Em 2009, voltou para a LDU, comandando a equipe que sagrou-se campeã da Copa Sul-Americana. Já veterano, rodou por muitos clubes sem obter o mesmo sucesso, como o Atlético Mineiro, Emelec e Santa Fé. No momento, Mendéz está jogando pelo El Nacional.

7 - Felipe Caicedo: Após ser revelado pelas categorias de base do Barcelona de Guayaquil e mostrar muito potencial, foi vendido ao Basel da Suíça sem sequer chegar ao time profissional da equipe equatoriana. O que mais chamou a atenção dos suíços foi o fato do atacante aliar força, técnica e velocidade em seu estilo de jogo. Após duas boas temporadas pelo Basel, Felipe recebeu propostas de muitos clubes grandes da Europa, e resolveu assinar contrato com o Manchester City. Começou bem no time inglês, jogando com regularidade e marcando gols. Foi comparado com Adriano "Imperador", justamente por ter um estilo de jogo parecido e ser canhoto, mas apesar de entrar bem nas partidas da Premier League, foi emprestado pelos Citzens para ganhar experiência. Passou por Sporting, Málaga e Levante, e ao retornar ao City percebeu que não tinha mais espaço no time, tendo em vista o grande número de atacantes talentosos no time, como Adebayor, Robinho, Dzeko, Santa Cruz, Tevez e Balotelli. Por cerca de oito milhões de euros, foi vendido ao Lokomotiv de Moscou, onde obteve duas temporadas de rendimento mediano. Em 2014 teve uma breve passagem pelo Al Jazira, e logo depois assinou contrato com o Espanyol, onde vive grande momento e é muito querido pela torcida. Pela Seleção Equatoriana, Caicedo acumula 63 partidas, com 21 gols anotados. Disputou a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e é a principal esperança de gols equatoriana para garantir a vaga para o próximo Mundial.

6 - Antônio Valência: Um dos jogadores mais velozes da história do futebol mundial, tendo uma aproximada marca de 35 km/h em 100 metros de distância. Destacou-se no El Nacional, onde começou a jogar futebol e conquistou a Liga Equatoriana de 2005. Vendido ao Villarreal logo após a conquista no Equador, Valência foi pouco utilizado pelo time espanhol, sendo emprestado ao Recreativo Huelva e ao Wigan da Inglaterra, conseguindo imenso sucesso neste último. Suas atuações chamaram a atenção de Sir Alex Ferguson, que ficou encantado com a velocidade, o bom cruzamento e a facilidade do meia em jogar pelos lados do campo, solicitando então que o Manchester United desembolsasse cerca de 30 milhões de dólares para contratar Antônio. Nos Red Devils, o equatoriano seguiu sendo um jogador muito regular, tanto é que já completou sete anos na equipe, na qual é muito voluntarioso e querido pela torcida. Conquistou sete títulos pelo clube inglês, incluindo a Premier League duas vezes. Aos 31 anos, tem contrato com o United até 2017. Pela Seleção Equatoriana, Valência tem até o presente momento 87 internacionalizações e dez gols marcados. Disputou as Copas do Mundo de 2006 e 2014, sendo o capitão do grupo nesta última.

5 - Iván Hurtado: Zagueiro técnico e de ótima marcação, chegou a ser conhecido como "Gamarra equatoriano" pelo seu estilo de jogo. Hurtado é o jogador recordista de partidas pela Seleção Equatoriana com 168 atuações, assim como o jogador que mais possui internacionalizações dentre todas as Seleções da América. Iván disputou as Copas de 2002 e 2006, tendo grande destaque nesta primeira. Começou sua carreira no Emelec, onde foi ídolo. Rodou o mundo, atuando por cerca de quinze clubes, como Tigres e Pachuca do México, Murcia da Espanha, Al-Ahli do Qatar, Atlético Nacional da Colômbia e Barcelona de Guayaquil. Anunciou sua aposentadoria em 2013, e logo no mesmo ano ingressou na política, conquistando uma cadeira na Assembleia Nacional Equatoriana.

4 - Augustín Delgado: Centroavante, é o maior artilheiro da história da Seleção Equatoriana, somando 31 gols em 71 internacionalizações. Disputou as Copas do Mundo de 2002 e 2006, marcando dois gols. Delgado começou sua carreira no Espoli, mas conseguiu grande destaque em seu país jogando pelo Barcelona de Guayquil, onde foi campeão do Campeonato Equatoriano nos anos de 1995 e 1997. Transferiu-se para o futebol mexicano em 1998, brilhando por Cruz Azul e Necaxa. Teve uma curta passagem pelo Southampton da Inglaterra, sem obter sucesso, e então retornou ao seu país para ter sucesso na LDU, onde foi fundamental para a conquista da Copa Libertadores em 2008. Anunciou sua aposentadoria em 2010 e pouco tempo depois ingressou na carreira política.

3 - Jorge Bolaños: Maior ídolo da história do Emelec, jogava como volante, mas tinha muita habilidade e corriqueiramente chegava ao ataque para marcar gols. Começou a se destacar logo aos quinze anos de idade, atuando pelo Emelec, onde conquistou a Liga Equatoriana em duas oportunidades (1961 e 1965). Também teve notáveis atuações pelo Barcelona de Guayaquil e pelo Miami Gatos dos Estados Unidos. Foi convocado pela Seleção Equatoriana em 22 oportunidades, disputando duas edições da Copa América. Aposentou-se no ano de 1979 e faleceu em 24 de maio de 1996.

2 - Alex Aguinaga: Muito diferenciado tecnicamente, era um "maestro" no meio de campo das equipes em que atuou. Com sua perna direita, desfilava genialidade nos gramados, com passes e lançamentos precisos, assim como com seus chutes certeiros. Inicialmente, surgiu como um jovem talento nas categorias de base do Deportivo Quito, e após cinco anos, transferiu-se para o Necaxa, onde se tornou uma "lenda viva". Durante os catorze anos em que atuou pela equipe mexicana, levantou os títulos da Liga Mexicana em duas oportunidades, da Liga dos Campeões e da Recopa da CONCACAF, além da Copa do México. Somou quase 500 atuações pelo clube do Necaxa. Ainda no México, teve uma breve passagem pelo Cruz Azul. Em sua última temporada, defendeu as cores da LDU, e brilhou na conquista da Liga Equatoriana 2005, encerrando seu ciclo no futebol com "chave de ouro". Por sua Seleção, disputou a Copa do Mundo de 2002 e obteve 109 jogos, marcando 23 gols. Desde o ano de 2011, tornou-se técnico de futebol, e já comandou grandes clubes, como a LDU, o Barcelona de Guayaquil e o San Luis do México.

1 - Alberto Spencer: Simplesmente o maior artilheiro da história da Libertadores, com 54 gols anotados, e também do Peñarol, com 326 gols. Fazia gols de todas as maneiras, tendo seu grande porte físico como diferencial nos gramados sul-americanos. Começou sua carreira no Everest, pequeno clube equatoriano, onde teve quatro temporadas incríveis, marcando 101 gols em 90 jogos. Após um jogo contra o Peñarol, onde o centroavante mostrou seu talento aos dirigentes do clube uruguaio, transferiu-se para o clube de Montevidéu, onde faria história. Alberto atuou no Peñarol por onze anos, conquistando tudo o que era possível, como o Campeonato Uruguaio oito vezes, a Copa Libertadores em três oportunidades, assim como dois Mundiais Interclubes. Em 1966, quando o Peñarol enfrentou o Real Madrid no Mundial Interclubes, Spencer marcou nada menos que três gols nas duas vitórias por 2x0 do time uruguaio. Já no final de sua carreira, retornou ao Equador para jogar pelo Barcelona por dois anos e conquistar a Liga Equatoriana. Disputou onze partidas pela Seleção Equatoriana, e como na época era permitido naturalizar-se e jogar por outras seleções mesmo já tendo jogado por outra, Alberto também atuou em seis oportunidades pela Seleção Uruguaia. De 1973 até 1982, Spencer foi treinador e comandou equipes como o Emelec, Liverpool do Uruguai e Guaraní do Paraguai. Devido a insuficiência cardíaca, faleceu em 2006.

10 Craques que anunciaram aposentadoria recentemente e farão falta nos gramados em 2017



Análise do Brasileirão 2016

Quebrando um jejum de 22 anos sem conquistar um título de Campeonato Brasileiro, o Palmeiras sagrou-se o campeão de 2016. A conquista se mostrou justa, pois o clube paulista se mostrou a equipe mais regular, assim como a que teve mais força no elenco pra suportar a temporada e ainda a que mais investiu. O time alviverde contou com a liderança de Zé Roberto, Vítor Hugo e Dudu, a consistência de Moisés e Jaílson, o talento de Mina e Gabriel Jesus, além do comando e da genialidade de Cuca. 


Santos, Flamengo e Atlético Mineiro foram os outros concorrentes ao título, mas que lutaram até um certo ponto em que o Palmeiras realmente se mostrou superior. O time da Vila não começou muito bem, mas com reforços e volta de jogadores que estavam lesionados, cresceu na competição e conseguiu o vice-campeonato. O Flamengo chegou a liderar a competição, e a sentir "cheirinho de hepta", porém perdeu pontos valiosos em jogos relativamente fáceis, se afastando da briga pelo título, mas conseguindo a terceira colocação e vaga direta para a Libertadores. Já o Galo, que era o clube com o elenco mais próximo de conseguir competir com o campeão Palmeiras, perdeu pontos "bobos", resolvendo deixar o Brasileirão de lado e investir na Copa do Brasil, onde também saiu derrotado. Pelo menos conseguiu a vaga para a Pré-Libertadores. 


O Botafogo foi a grande surpresa da competição. Credenciada para brigar contra o rebaixamento, e com uma equipe formada por jogadores desconhecidos, veteranos e andarilhos, encaixou um grupo muito competitivo e ambicioso, mostrando enorme consistência defensiva. Nem a perda por lesão de grande "pilares" do elenco, como o goleiro Jefferson e o lateral Luis Ricardo, abalou a união do time, que conquistou a última vaga para a Pré-Libertadores.


Na parte de baixo da tabela, tivemos o América Mineiro na última posição, e um pouco acima o Santa Cruz, que assim como o time mineiro, não mostrou o mínimo poder de reação, e nem a mínima condição de estar na Série A. O único destaque destes dois times, foi o atacante Keno, que fez o que era possível no time pernambucano.


Quanto ao rebaixamento do Figueirense, nenhuma surpresa, já que montou um fraco elenco, que dependia apenas de Carlos Alberto e Rafael Moura, que podem ser bons jogadores, mas possuem seus problemas. No caso do meia carioca, a disciplina e a enorme quantidade de lesões, fazendo do dinheiro investido um péssimo custo benefício para um time de pouca renda. Rafael Moura é um matador, mas precisa de meias criativos e inteligentes para lhe servir, fato não proporcionado por jogadores como Bady, Dodô, Ermel e tantos outros que fracassaram nesta função.


O Internacional começou de forma arrasadora o campeonato, tanto é que somou dezenove pontos nos 24 primeiros disputados. Parecia que a briga seria por título ou Libertadores, mas tudo começou a mudar, e o clube gaúcho engatou uma enorme sequência negativa, aproximando-se da zona do rebaixamento aos poucos. Fez muitas trocas de treinadores, contratou muito mal, desperdiçando dinheiro em jogadores que acabaram não se encaixando no grupo, e que não demonstraram o mínimo de raça e sensibilidade com o momento atual vivido pelo clube. A péssima campanha no segundo turno, poderia não culminar em rebaixamento se o Inter vencesse Santa Cruz e Ponte Preta dentro de casa, mas amargou dois empates que definitivamente acabaram com as esperanças Coloradas. Dentre todos os culpados para o rebaixamento do clube que nunca havia caído de divisão, cito primeiramente o presidente Pífero, que acumulou erros administrativos, não mostrando o mínimo conhecimento em gestão esportiva. A falta de um líder em campo se mostrou outro ponto fraco deste grupo de jogadores, que perdeu o capitão e maestro D'alessandro. Alex deveria ter esta função, mas foi mais uma decepção dentro de campo ao apresentar fraco desempenho, e fora de campo com atitudes "bestas", como o tapa na garrafa de água ao ser substituído.


Sport e Vitória, conseguiram se "safar" do rebaixamento pelo mesmo motivo: tinham um jogador que era a referência técnica e que decidia os jogos nos momentos necessários. Diego Souza foi artilheiro do Brasileirão ao lado de Fred e Pottker, e comandou o meio de campo do Leão da Ilha do Retiro. Já Marinho, não só foi o principal nome do rubronegro baiano, mas em minha opinião, foi também o melhor jogador do Campeonato Brasileiro 2016. O atacante viveu a melhor fase de sua carreira, marcando golaços, fazendo jogadas geniais e praticamente "levando nas costas" o time do Vitória. Os números mostram que quando o craque não esteve em campo, sua equipe teve enormes dificuldades para marcar gols, e por outro lado, mostram que quase todos os gols marcados com Marinho em campo tiveram sua participação com assistências ou gols. 


Seleção Brasileirão:

1 - Danilo Fernandes (Internacional): Apesar do rebaixamento e da péssima campanha Colorada, Danilo foi um "herói". Fez o possível e até o impossível em defesas milagrosas e pênaltis salvos.

2 - Jean (Palmeiras): Muito regular, variava com Tchê Tchê a função da lateral direita, e isso atrapalhava muito os adversários.

3 - Yerry Mina (Palmeiras): Chegou ao time do Palmeiras sem muita badalação, mas começou fazendo grandes atuações e muitos gols. Manteve a postura na defesa, e hoje é titular da Seleção Colombiana e pretendido por gigantes da Europa.

4 - Pedro Geromel (Grêmio): Dificilmente um zagueiro é o craque do time, mas no caso do Grêmio podemos dizer que Geromel "é o cara". É o melhor zagueiro atuando no Brasil no momento. Também marcou gols importantes e quando não esteve em campo, seu time sofreu muitos gols.

5 - Willian Arão (Flamengo): Volante completo, mostra técnica, excelente poder de marcação, boa finalização e aptidão ofensiva.

6 - Fábio Santos (Atlético Mineiro): Conquistou a vaga na lateral com a ida de Douglas para a Seleção Olímpica e não saiu mais da posição. Excelente desempenho em suas funções.

7 - Marinho (Vitória): Melhor jogador da competição. Digo isso porque para se analisar o melhor jogador, deve-se levar em conta os asopectos individuais. Marinho não tinha muitos companheiros de qualidade, e mesmo assim ele fez a diferença em muitos jogos com gols em jogadas individuais e assistências desta mesma forma.

8 - Dudu (Palmeiras): Jogador que mais deu assistências, junto de Arrascaeta, no Brasileirão 2016. Foi a alma do time do Palmeiras, sendo um "motorzinho" em campo.

9 - Gabriel Jesus (Palmeiras): Fez um excelente início de campeonato, tanto é que ficou artilheiro por muito tempo mesmo estando nas Olimpíadas. Fez muitos jogos pela Seleção Brasileira, e provavelmente o desgaste da temporada 

10 - Diego Souza (Sport): Assim como Marinho, foi o diferencial do seu time, liderando tecnicamente a equipe. Não só foi o jogador criativo, habilidoso e guerreiro de sempre, mas também foi goleador.

11 - Robinho (Atlético Mineiro): Jogador com maior participações de gols no Brasileirão. Parecia um garoto em campo, revivendo suas grandes fases da época de Santos.

TÉCNICO: Cuca (Palmeiras): Retornou ao futebol brasileiro após ter sucesso na China, e logo conquistou o maior título do Brasil. Tinha um ótimo time, mas soube montar e conduzir bem as peças.


Craque: Marinho
Revelação: William Pottker